Os principais defeitos da parede torácica são o pectus carinatum e o pectus excavatum com suas variações. Outros defeitos do tórax são a distrofia torácica asfixiante (Síndrome de Jeune), ausência de músculo peitoral, ausência do osso esterno, etc.
Pectus excavatum
O Pectus excavatum é uma deformidade torácica caracterizada pela depressão do esterno e cartilagens costo-condrais adjacentes em forma de funil ou cone invertido. Ocorre uma diminuição do diâmetro ântero-posterior da caixa torácica, que é mais perceptível na porção inferior do osso esterno e se constitui na deformidade congênita mais freqüente da parede torácica anterior (90{948b35ad6748ab36e4cccbc1c1b17bee4df9745ad6c7f69b9ca57e30a5f984c4} dos casos), com incidência que varia entre 1:300 a 1:1000 nascidos vivos. É três vezes mais freqüente no sexo masculino, podendo ser simétrico (mais comum) ou assimétrico; quando assimétrico a maior depressão é, predominantemente, à direita
A correção deste defeito pode ser realizada por cirurgia aberta (técnica de Ravitch) ou através da técnica com o uso da barra de Nuss .
Através desta técnica é colocada uma barra atrás do osso esterno e ocorre a remodelação do tórax com correção do defeito. Este procedimento é minimamente invasivo com resultados estéticos excelentes. A barra é retirada após 3 anos da cirurgia.
A idade ideal para a correção com a técnica de Nuss seria entre os 8 e 12 anos, podendo ser realiza em pacientes mais velhos.
Abaixo vemos imagens e vídeo sobre a técnica de Ravitch e Nuss. Para mais informações, leia este artigo em PDF: pectus_excavatum_tecnica_de_Nuss.
Técnica de Nuss



Técnica de Ravitch



Vídeo
Vídeo 1: Colocação de Barra de pectus - técnica de Nuss
Pectus carinatum
O pectus carinatum, também conhecido como peito de pombo, peito de sapateiro, ou tórax em quilha, é menos comum que o pectus carinatum e caracteriza-se por uma protusão do osso esterno. A incidência desta deformidade varia de 0,6 a 0,97:1000, e é mais freqüente em homens (3:1). O defeito na maioria das vezes é progressivo com o crescimento, Os pacientes com este defeito normalmente são assintomáticos. A sua principal queixa é o aspecto estético, o que muitas vezes faz com que estes pacientes não tirem a camisa na frente de outras pessoas.
O tratamento cirúrgico consiste na técnica de Ravitch ou esternocondroplastia. O paciente é submetido a um procedimento que dura aproximadamente 4 horas, podendo ou não ficar com drenagem de tórax bilateral além de um dreno de porto-vac anterior.
A recuperação pós operatória depende da idade do paciente, mas normalmente os pacientes retomam todas suas atividades ao redor de 3 meses.
Imagens


